ROUBO EPISTÉMICO E A EXPROPRIAÇÃO DA FILOSOFIA AFRICANA PELO OCIDENTE: Notas sobre a crise do pensamento crítico contemporâneo
DOI:
https://doi.org/10.37334/ricts.v8i2.170Palavras-chave:
Roubo, Episteme, Filosofia africanaResumo
Muito bem, o roubo epistémico e a expropriação da Filosofia africana é uma crítica ao pensamento ocidental e um lembrete reflexivo para não mais voltar a acontecer na história do continente africano. Repare que, este artigo propõe o respeito e a consideração inelutável dos saberes africanos enquanto forma legítima de pensamento. Advoga-se que a negação da África como sujeito epistémico produziu uma crise no pensamento crítico contemporâneo, que, mesmo quando se pretende contestador, permanece atado aos paradigmas eurocentrados que silenciaram outras formas de racionalidade, que, Boaventura de Sousa Santos (sociólogo português) chamou de Epistemologias do Sul. O artigo se embasa nos grandes gigantes do conhecimento africano moderno; Cheikh Anta Diop, Kwasi Wiredu, Valentin Mudimbe e Mogobe Ramose, portanto, o texto reivindica uma virada epistémica que restitua a autonomia da filosofia africana, deslocando os centros de autoridade cognitiva e abrindo caminho para a descolonização radical do saber filosófico.